Literatura Opiniões Literárias

A Rapariga Que Sobreviveu de Leslie Wolfe

Fevereiro 11, 2020

Parece-me que ultimamente ando a ler demasiados thrillers. Sempre que olho para a minha estante e procuro livros novos para ler apenas agarro nos policiais e thrillers. Não sei ao certo se isto irá durar, mas vou aproveitar esta boa maré para despachar os imensos thrillers que pretendo ler durante este ano. Um deles foi o novo livro da autora Leslie Wolfe, uma escritora que conseguiu marcar o meu 2019 pela positiva, realmente fiquei surpresa com o seu primeiro livro A Rapariga Sem Nome. Para além de que, este tipo de livro lê-se num abrir e fechar de olhos, adoro estes livros que passam a voar e nem nos apercebemos.

Tal como no primeiro livro da autora, novamente Leslie Wolfe traz-nos uma história que facilmente prende o leitor desde o primeiro capítulo. Caso leiam o primeiro livro A Rapariga Sem Nome e depois este, vão estar já familiarizados com as personagens e recordar diversos momentos do livro anterior. A história é nos contada por mais do que uma personagem, sem muitos pontos de vista, apenas os essenciais. Para além de que a leitura fluí que nem uma maravilha devido aos capítulos curtos e a uma escrita acessível.

Na minha opinião é daqueles livros que facilmente recomendo a quem não está de todo habituado ao género, mas que para os fãs do género pode acabar por não se diferenciar no meio de tantos. Visto que a premissa acaba por ser mais do mesmo, este tipo de policiais acaba por seguir quase sempre o mesmo método. Contudo, e preciso de enfatizar bem isto: a história é tão cativante e deveras tão bem construída que se destaca daquilo que já li. Considero-o um livro simples, sem grandes dramas, mas que tem impacto no leitor.

A Rapariga Sem Nome de Leslie Wolfe

A Rapariga Que Sobreviveu é uma história que a partir do início tem uma premissa que nos faz pensar. O leitor desde a primeira página pretende saber quem é o verdadeiro criminoso. Como também os seus motivos para tudo o que faz, age e pensa. Para além de que todos queremos ver até que ponto a nossa personagem principal consegue aguentar-se firme. Evidentemente de que um thriller não depende apenas do crime em si, trata-se de desvendar o mistério com as personagens, e o que considero mais importante: a personalidade da nossa personagem principal. Adoro personagens femininas em livros policiais, são daquelas personagens que têm sempre garra e um trunfo na manga. Este livro é a prova disso. Temos uma das melhores personagens femininas de sempre.

Se no outro livro achei que tivemos diversas maneiras para facilmente descobrir o criminoso e descobrir quem ele era, neste livro mais fácil foi de descobrir o criminoso. Acho que no fim dos primeiros capítulos, já sabia quem era o criminoso. Honestamente, é um thriller com um final muito previsível, mas nem isso conseguiu estragar a minha experiência de leitura. Sinto que é daqueles livros que lemos e gostámos facilmente, uma leitura que nos faz sair da correria do dia a dia e ter uns momentos de paz.

O Homem das Castanhas de Soren Sveistrup

Enfim, A Rapariga Que Sobreviveu tal como o primeiro livro não ficou muito acima do esperado. Evidentemente sabia ao que ia, assim como já sabia que iria seguir um pouco o rumo do primeiro livro. Apenas fiquei desiludida com um ponto: não termos explorado mais a fundo os problemas da nossa personagem principal. Presumo que nos próximos livros seja um ponto a explorar melhor, e sem sombra de dúvida que confio na autora para continuar a ler os seus livros. Acho que os próximos livros serão melhores que estes dois primeiros.

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