Literatura Opiniões Literárias

The Stand de Stephen King

Outubro 30, 2019

Continuo na minha jornada de ler todos os livros de Stephen King – partilhei sobre o assunto nesta publicação Como Ler Todos os Livros do Stephen King?. Tem sido uma aventura ler todos os livros do meu autor preferido: primeiro porque o Stephen King escreve imensos géneros diferentes, e eu nem sempre gosto; segundo, parece que  Stephen King só sabe escrever livros com mais de 300 páginas, o que dificulta a leitura (são só calhamaços); e, por fim, não existem todos os livros traduzidos, por isso, preciso de comprar em inglês. Pondo de parte as dificuldades, este ano até que tenho avançado bem neste desafio. Li pelo menos três/quatro livros do autor, quero ler pelo menos mais dois/três até ao final do ano. Têm sido quase todos com calcificações acima das três estrelas, até é normal para Stephen King, como estou já familiarizada com a escrita, torna-se mais simples gostar e admirar os seus livros. Mas, sempre que termino a leitura de um dos seus livros nunca sei o que escrever, não sei como transmitir a minha opinião. Vou tentar mudar isso, tem imensos livros que já li do autor que precisam de ter opinião aqui pelo blogue.

The Stand talvez seja dos livros de Stephen King que vou sentir mais dificuldade em falar. A verdade é que gostei imenso da premissa, logo que comecei a ler fiquei vidrada por completo na história. É um calhamaço, e eu já nem sabia qual a sensação de ler um bom calhamaço depois de ter lido o It (que ainda não tem opinião aqui no blogue, em breve!). Por momentos perdi o entusiasmo que estava a sentir relativamente à história, contudo, houve um detalhe neste livro que me fez ficar agarrada a ele: as personagens. A forma como o Stephen King descreve as personagens, dá-lhes vida e mostra-as ao mundo é algo de incrível. Sempre admirei a forma como ele consegue transformar alguém fictício numa pessoa real. Senti mesmo que estava a lidar com pessoas, não com personagens. Acho que foi a melhor parte desta história, para além da premissa super interessante e única.

Temos aqui Stephen King num género mais Apocalipse, um género que não sou assim tão fã, mas que decidi avançar na leitura deste livro porque não podia passar ser ler um dos livros mais recomendados pelos fãs do escritor. Temos claro aquela dose de horror à qual o autor já nos habitou bem, mas temos mais em segundo plano, não é todo focado no horror. Mais alguns toques de supernatural e acho que resultou numa combinação perfeita. Funcionou perfeita para este livro. Stephen King mostra aos leitores a importância do medo e da tragédia como se abate sobre cada ser humano, como cada um lida com o medo. É aqui que as personagens deste livro têm um grande impacto, personagens que entre si são todas diferentes, acabam por se encontrar na mesma situação, porém, a forma como o medo e o terror as atormenta torna tudo mais real. Sabendo que isto tudo era ficção, que a história parecia louca, dei por mim a sentir medo pelas personagens, a preocupar-me com o bem-estar delas.

Tenho a admitir que o final talvez foi o único motivo pelo qual não classifiquei este livro com as cinco estrelas. À medida que avançava na leitura, as expectativas aumentavam, mas no final acabei a leitura um pouco desiludida. Senti que faltou qualquer coisa no final, acabei a leitura com um vazio, sabendo que o Stephen King podia ter dado algo mais no final. Porém, a história não deixou de ser boa, não deixou de ser um dos meus livros preferidos do Stephen King. Entendo o motivo pelo qual este livro é bem aclamado por entre os fãs, é enorme, mas é necessário ser tão grande para passar a mensagem que tem de passar.

Ainda não continuo super fã de pós-Apocalipse, mas os próximos livros do mesmo género que ler de Stephen King penso que serão mais fáceis para digerir e habituar-me. Não me vejo a ler muitos mais livros do género para além os do Stephen King (o que uma pessoa não faz pelo seu escritor preferido), mas não foi uma experiência má de todo. Que venham mais livros do Mr. King.

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