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E Se Ficarmos Sem Redes Sociais?

Ultimamente as redes sociais têm dado por si, principalmente o Instagram e Facebook que constantemente têm ido abaixo. Eu sou aquele tipo de pessoa que só sabe desses acontecimentos passadas horas de estarem resolvidos porque já não estou assim tanto tempo a navegar de rede social para rede social.

Com isto de a internet mostrar que de um dia para o outro podemos perder aquela vida online perfeita que criámos, o que será de nós sem uma aplicação para bisbilhotar a vida dos outros? Por mim até seria um favor, apenas uso as redes sociais como um meio para partilhar o conteúdo que crio, e mesmo assim nem mesmo assim se lhes dou muita importância.

Mas, há quem viva das redes sociais. Há quem viva dos likes. Há quem viva para ser uma celebridade na internet. E se acabarem as redes sociais? Se este género de plataforma desaparecer? O que será de todas as pessoas que usam estes meios como mais que um passatempo?

Dei por mim a imaginar como eu própria conseguiria viver sem elas. A verdade é que já passo horas e horas sem sentir aquela necessidade de estar sempre a par das últimas novidades. Uso imenso o Twitter porque podemos estar mais próximos e conviver com outras pessoas, como, por exemplo, sigo imensas bloggers por lá, é sempre bom ter a oportunidade de conviver com aquelas pessoas que admiras. Ou o Instastories que facilita imenso quando precisámos de partilhar conteúdo.

Se as redes sociais acabarem vivo bem sem elas. Preciso apenas do meu blogue. Do meu cantinho. Caso um dia as redes sociais acabem, peço apenas que mantenham uma aplicação para chamada e vídeo, para ter a oportunidade de ver e falar com aqueles que estão mais longe. De resto não preciso mais. Se quiser mostrar o meu conteúdo faço-o pelo blogue, é meu. Com ele posso contar.

Somos tão dependentes das redes sociais, que sempre que uma delas falha vamos a correr gritar pelo mundo. Usámos as redes sociais como meios de divertimento, se em vez de estarmos em família a conviver, preferimos andar pelo feed do Facebook a ver as últimas novidades. Se formos até à esplanada de um café, vemos os jovens todos conectados, mas não entre si, através das redes sociais. Já não há elogios, há a quantidade de likes. Quantos mais likes, mais bonito ou famoso és. És reconhecido não por teres feito algo que mudasse o mundo, mas porque a tua fotografia muito bem planeada conseguiu alcançar imensas pessoas. É assim que hoje em dia vivemos. Através de números, na maioria das vezes falsos, que são vistos como se fossem o passaporte para a realeza dos melhores.

Se eu com 8 anos jamais pensaria em ter uma forma de partilhar fotografias, falar com amigos ou até mesmo ver pessoas no outro lado do mundo. Então agora as crianças com a mesma idade andam quase a passear com um telemóvel melhor que o meu, com um tablet porque um só aparelho tecnológico não basta e ainda muitos já aderiram à moda dos smartwatches. Hoje em dia os pais preferem gastar mais de 100 € num aparelho tecnológico, do que investir uns 20 € no máximo num livro, porque sabem que enquanto tiverem com um telemóvel ou tablet na mão, não irão chatear ninguém e ficam lá no canto deles. Porém, com um livro eles vão ler, depois de terminar deixar de lado, e acaba-se o divertimento, mesmo que peçam mais um os pais torcem o nariz porque é mais dinheiro, e fazendo contas um telemóvel pagas na hora e pronto.

Somos tão tecnológicos, que até nos custa levantar os olhos para ver o céu. Já repararam nisso? Quantas vezes olham para o céu? Ele poderia ficar de outra cor que grande parte da população não repararia. Temos a sorte de ter imensas ferramentas que nos ajudam a viver de forma mais simples, mas muitas das ferramentas só nos tornam mais burros e anti-sociais. Ser social não é estar ativo em todas as redes sociais, é saber conversar com uma pessoa quando ela está à tua frente e não num ecrã.

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