Lifestyle

Minimalismo, Hygge e Sisu

Desde o ano passado que tenho procurado cada vez mais apreciar e descobrir estilos de vida diferentes. Estudei alguns durante algum tempo, li livros, vi filmes e procurei informação na internet. O simples motivo para isto foi eu querer aprender mais sobre como as pessoas vivem, os que a inspira, motiva. Descobri algo que nunca pensei vir a gostar. Encontrei diversas culturas e formas de viver que aos poucos dei por mim a seguir algumas das tradições ou práticas. Porém, hoje apenas venho falar do conceito de vida que mais vantagens trouxe para mim e aquele que tenho cada vez mais procurado inserir na minha vida.

Para vocês não é mentira que aos poucos estou a tentar ser minimalista. Não é fácil para uma pessoa que sempre foi muito apegada ao que possui. Nestes últimos dois anos tenho cada vez mais implementado o conceito de destralhar, dou por mim agora a desfazer-me de coisas que antes não as dava por nada no mundo. A forma como um simples ponto de vista mais simples e minimalista mudou a minha vida foi de tal forma incrível que dou por mim a pregar este estilo de vida como se fosse uma religião. No início pensei que seria mais uma moda, podem ouvir-me falar sobre isto aqui nesta publicação sobre Minimalismo – Apenas mais uma moda? Entretanto, adaptei-me tão bem a este estilo de vida que dou por mim a querer simplificar tudo. Desde o meu armário aos meus livros (e não, ainda não me desfiz de todos os meus livros, e isso não vai acontecer!). 

Esta publicação é mais uma daquelas para vos converter a esta religião, mas também para dar a conhecer o que realmente é o minimalismo e como cada um pode adaptar a si próprio. Como qualquer coisa na vida, existem prós e contras, não digo que este género de vida seja um mar de rosas, não o é até que realmente o consigamos adaptar a nós. Ao início estamos completamente perdidos, pensámos que temos de doar tudo e ficar apenas com o básico. Aquilo que nos preenche a alma pensámos que não podemos ter, quando é totalmente mentira. Podemos continuar a comprar aquilo que gostamos, o meu caso são os livros, desde que compremos com uma certa noção de que realmente precisámos e vamos lhe dar o devido uso, comprar de forma consciente e não apenas por comprar.

O principal motivo pelo qual eu quis abraçar o minimalismo, foi porque eu sentia falta de uma forma de vida simples. Não é normal pessoas da minha idade darem por si preocupadas com ter um estilo de vida, só queremos viver à nossa maneira, não pensámos no resto. Somos facilmente influenciados, e se num dia estamos a correr para o ginásio para sermos fitness, no dia seguinte estamos a fazer maratona de Netflix no sofá. Dei por mim a olhar para o que me rodeava e pensar, é só isto? Eu queria viver com um propósito, e queria aproveitar o máximo partido da vida. Ao olhar para as pessoas com mais idade que eu percebi aquilo que eu não queria na minha vida: viver anos e anos, a mesma rotina, vida, sem mudar e com constantes preocupações. A realidade eu queria descobrir os motivos que me faziam mover, manter motivada, ser eu mesma e conseguir aproveitar cada segundo, seguir sonhos e abraçar a vida sem medos ou receios.

Foi aqui que entrou a minha procura pelos diferentes métodos e estilos de vida. Desde hygge, sisu, minimalismo, etc. E agora vinha o problema, descobrir com qual eu me identificava mais. Experimentei. Resultado? Acabei na mesma. Motivo? Estava a começar da forma errada. Quando dei por mim a pensar no problema que tinha em mãos, apercebi-me que eu própria podia encontrar o meu estilo de vida, onde interligava todos estes géneros. Dei por mim a acender velas por toda a cada porque me fazia feliz sentir este género de conforto. Todas as semanas gostava de tirar coisas do quarto que eu não dava mais uso. Passei inclusive a gostar de tomar banho de água fria quando estava sobre mais stress e ansiedade. Juntei aquilo que muitas pessoas diziam ser a chave de ouro para uma vida feliz e adaptei a mim. Não sigo à risca tudo o que dizem, sigo o que o meu corpo diz. É realmente muito importante saber ouvir o nosso eu interior.

A verdade é que não existe estilo de vida que podemos mudar e dizer quero ser minimalista, quero ser isto e aquilo. A idade de estilo de vida é adaptar consoante as nossas necessidades e gostos, procurar encontrar por nós próprios aquilo que nos move. Eu descobri que gosto de um quarto limpo e organizado, neste aspeto sou minimalista, mas também sei que o conforto é aquilo que me dá mais paz de alma, aqui entra com toda a força o hygge. Sou uma pessoa que sofre muito de antecipação e que passa mais tempo a sonhar do que a fazer o que tem de ser feito, aquilo gosto de usar o sisu para manter a cabeça no lugar. O sisu ensinou-me que a coragem vem acima de tudo, que coragem tem de ser uma das palavras com mais intensidade do meu dicionário, enfrentar os medos de frente. Graças a estes estilos de vida que procurei e apaixonei-me por eles, descobri um pouco mais sobre mim. Não sou minimalista, nem sou praticante ativa de hygge ou sisu. Sou eu mesma com um pouco de todos os géneros de vida que me inspiram.

Lê também

Sem Comentários

    Deixar uma resposta