Literatura Opiniões Literárias

Bem ou Mal, Quero-te

Depois de ter pedido a todos os deuses que uma das minhas escritoras preferidas fosse traduzida cá em Portugal, a TopSeller finalmente ouviu as minhas prezes. Na minha opinião, Penelope Ward é uma escritora que mais cedo deveria ter sido trazida para os leitores português. Se não sabem o motivo pelo qual estou deveras apaixonada pelos livros desta autora, deveriam ler esta publicação onde falo sobre como descobri a escritora e as razões pelas quais admiro o seu trabalho.

Mas, o que realmente nos interessa hoje é saber se o primeiro livro traduzido é realmente bom ou foi uma má escolha para primeiro contacto com a autora. Chegou então o Roomhate, traduzido como Bem Te Quero, Mal Me Queres. Começámos pelo título: acho que foi uma boa escolha, é um título que chama a atenção, tem tudo a ver com a história e as personagens. Não esperava que o título fosse traduzido à letra, mas a editora conseguiu trazer um título ainda mais interessante do que o original.

A capa é aquilo que chama sempre mais a atenção. Gosto do facto de a editora ter optado por uma capa mais simples e, ao mesmo tempo, relacionada com o livro. Sendo um romance erótico esperámos sempre aquelas capas com rapazes semi-nus que dizem logo do que se trata, mas esta apesar de ter um rapaz de semi-nu, surpreende porque o foco principal não está no rapaz, mas na forma subtil como transmite a história. Se não conhecem a Penelope Ward, os seus romances eróticos não são daquele género de apenas cenas sexuais, vai para além disso. Desde a química entre o casal, a forma como eles se atraem e mesmo assim tentam resistir. É um jogo de atração, mas não é 100% focado no sexo. Esta capa é sensual, mas transmite que para além disso, haverá uma história de amor.

E a história? Bem, eu sabia que este livro era amado lá fora pelos fãs da autora, só por isso as expectativas já eram enormes. Conhecendo a autora e sabendo que adoro os seus livros, aumentou (mais ainda) as minhas expectativas. Portanto, eu tinha as expectativas a 100, se não mais. Gostei do livro? Foi a primeira desilusão da autora? Se vos disser que li o livro num par de horas, entendem a mensagem, certo? Claro que adorei a história, nada que eu já não estivesse à espera por parte da Penelope Ward. O livro agarra-nos logo no primeiro capítulo, a escrita consegue prender o leitor à história e é quase impossível pousar o livro. A leitura fluí, a escrita e a forma como a autora transmite a história parece que estamos dentro do livro a viver tudo junto das personagens.

Na minha opinião a editora fez um excelente trabalho em ter trazido esta história para dar o primeiro impacto aos leitores portugueses. Se ficaram de pé atrás com esta leitura, acreditem que os próximos livros que a editora decidir traduzir desta autora vão surpreender-vos. Se há algo que aprendi com os livros da Penelope Ward, é que quantos mais livros lemos da autora, melhores ficam. Ela evoluí a certo modo que nos é impossível não querer ler todos os seus livros de uma vez só.

Recomendo-vos esta leitura, não só porque é uma das minhas autoras preferidas e quero mais gente a lê-la, mas porque a história de Amelia e Justin é das mais bonitas histórias de amor que vi. Aqueles romances que começam em crianças, que mesmo passando anos continua ali aquela chama. Estas duas personagens são aquilo que chamamos de romance puro. Admiro imenso a Amelia que evoluiu tanto ao longo da história, foi a minha personagem preferida e sempre tive aquela impressão de que ela teria uma história para além do Justin, e assim foi. Um pequeno amor, no meio de um grande amor.

Contudo, e foi um dos motivos pelos quais são dei as cinco estrelas como estou habituada nos livros da Penelope Ward: a forma como a traição foi tratada, como se fosse algo tão subtil. Não houve aquela traição direta, mas senti que a autora tentou passar a mensagem de que é algo normal, que acontece. Sim, realmente acontece, mas não é bonito. A pessoa que é traída não é apenas alguém, é uma pessoa com sentimentos. A autora descartou a personagem como se ela apenas tivesse lá para impedir o casal de ficar junto, foi muito forçado na minha opinião. Mas, de resto, acho que a autora esteve muito bem, tirando este facto o livro não tem mais pontos negativos no meu ponto de vista.

Agora, resta-me continuar a rezar para que ainda mais um livro da autora seja traduzido este ano. Eu e os restantes fãs, quero mais livros da Penelope Ward cá em Portugal, é uma autora que digo e repito: terá muito sucesso cá em Portugal. Por favor, queremos mais Penelope Ward em Portugal.

Uma leitura com o apoio da editora TopSeller.

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