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Precisar Mudar

É fundamental saber parar. Saber quando chegámos ao nosso limite. E eu sinto que cheguei ao meu limite. Tem sido demasiado para lidar. Demasiado para aceitar mesmo sem vontade. Tem sido mesmo demasiado. Obrigações, não deveres. Sinto-me sufocada a certo ponto com tanta obrigação. Somos obrigados a tanta coisa, a simplesmente dizer sim porque os outros querem. Deixo o meu bem-estar de lado para fazer os outros felizes, e a minha felicidade? Realmente importa? Parece que não.

Custa acordar e sentir que nada está como quero. Ver que o que tenho feito para mudar, para crescer interiormente não está a resultar por culpa dos outros. É muito difícil conseguir manter um equilíbrio com tanta confusão à minha volta. É quase como enfrentar uma tempestade sozinha. Como posso encontrar o meu equilíbrio no meio de tanta confusão? Como posso conseguir ser eu sem depender do que os outros querem ou pensam? Como?
O que tenho vindo a tentar fazer durante este ano é conseguir crescer interiormente. Quero de certa forma conseguir manter um equilíbrio da minha mente. Conseguir estar bem com a minha mente, conseguir colocar um ponto final nos assuntos do passado, e mais importante: conseguir viver em paz. Hoje em dia cada vez torna-se mais complicado crescer interiormente. Eu sinto isso a cada ano que passa. São tantas distrações, obrigações, etc, que deixámos de fazer o que realmente importa: aproveitar a única vida que temos.
Sabem quando querem e precisam de mudar de corte de cabelo? É quase como isso. Eu quero mudar. Preciso de mudar. Desenvolver a minha mente. Não depende apenas de mim, o essencial sou eu, mas não depende apenas de mim. Depende de todos aqueles que estão à minha volta, de todos aqueles que me rodeiam. Equilíbrio é a palavra que melhor me define neste momento. É o que procuro, o que quero, o que preciso.
O que preciso para começar esta mudança? Desapegar. Cada vez mais sinto a necessidade de desapegar das coisas, deixar de lhes dar um significado. É como dizem: “nós vamos mas as coisas ficam”. Quero de certa forma aprender a viver mais com menos. O primeiro passo que cada vez mais tenho tomado é desapegar-me da roupa, é o que tenho em demasia, aquilo que cada vez menos sinto necessidade de ter de acordo com a moda. Outra coisa que tenho feito é com os livros, de certa forma sendo os livros quase uma parte de mim, tenho imensos. Não os vou deitar todos fora, isso seria deitar fora uma parte de mim, mas já dei aqueles que não queria mais ler. Senti-me leve.
E agora?

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