Lifestyle

Quem Não Sabe? Inventa.

Setembro 30, 2018
Nos dias que correm ter apenas uma vida é impossível. Temos a vida com que sonhámos, a vida que os nossos pais querem para nós, e claro, a vida que os outros decidem inventar. Que seria de nós sem pessoas a dar palpites da nossa vida? Não seríamos nada, correto? Errado. Este texto em especial é para todos aqueles que acham que sabem mais da minha vida do que eu. Já viram? Até merecem um texto só para vocês.
Não sou de meter-me na vida dos outros. A minha basta-me e já é uma dor de cabeça às vezes. Mas, claro, há quem insista a inventar tudo e mais alguma coisa, creio que sejam os mestres da ficção. Que tal escrever um livro e deixar de espalhar a minha vida a torto e a direito como se da palavra de Deus se tratasse? Porque se haveria de haver um mandamento teria de ser “mete-te na tua vida e cala-te”.
É frustrante descobrir o que falam nas costas, mas já que preferem falar pelas costas é sinal que respeitam a minha presença. Assim menos mal, venham lá dizer-me na cara isto e aquilo a ver no que dá, acredito que vão conhecer outro lado meu. Porém, qual a necessidade de falar na vida do outro quando não está presente para se defender? É algum género de hobby?
Mas a grande dúvida que assombra-me durante imenso tempo, anos até: qual a necessidade de inventar sobre aquilo que não sabemos? Expliquem-me por favor, porque eu não consigo entender. Sonham de noite para dizer de dia? É isso? Porque a mim custa-me a aceitar que não tenham mais nada interessante para fazer do que falar da vida dos outros. A mim basta-me a minha vida, a vocês precisam de cuidar da vida de todos os outros. Isso é inveja? Ou apenas sintomas de má pessoa? 
Sou muito love & peace, mas passo-me quando decidem meter-se na minha vida. Eu, pessoa que pouco ou nada partilha nas redes sociais para não levar com críticas e mais coscuvilhice, tenho de aturar gentinha que com o triplo da minha idade acha-se no direito de palpitar sobre coisas que nunca aconteceram. É que já chegámos a um ponto que nem podemos andar na rua que qualquer um julga-se dono da nossa vida. 
Devia fazer-me confusão ouvir os mexericos que inventam? Não, mas espalharem que eu fiz x tendo feito y, não dá para mim. Se eu tenho respeito por todos, façam o mesmo a mim. Se há coisa que eu não tolero é falsidade. Um dia irei mostrar a todos os que falam, que as mentiras não lhes serviu de nada. Até lá, metam-se na vossa vida e deixem a dos outros.

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