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Desafio 1 + 3 | Uma Situação de Coragem

Assim que vi que teríamos de falar de coragem no próximo tema do Desafio 1 + 3 nem precisei pensar muito no assunto. Sabiam o que precisava falar e o que eu queria falar. Tirar a carta de condução. Aquele grande passo que parece que nos torna mais adultos, e torna mesmo. Comecei a tirar a carta assim que fiz os 18 anos. Fiz os 18 anos na última semana de Agosto e passadas duas semanas estava a começar a tirar a carta. Acho que não é necessário dizer que estava ansiosa e nervosa para a primeira aula de código, não sabia o que me esperava sinceramente.
A primeira aula foi uma grande aventura e admito que gostei. Duas semanas intensivas a ouvir durante duas horas o código de estrada. Chegava a casa de noite, cansada e com vontade de enfiar-me na cama a dormir. Apenas fiz o exame de código após cerca de dois meses, primeiro porque queria preparar-me ao máximo e como tinha testes e trabalhos na escola achei que seria melhor aguardar. Ainda bem que o fiz.
O código foi simples, mas apenas porque esforcei-me e dei tudo. Agora, vinha o grande desafio: condução. Se eu pensava alguma vez que conseguiria conduzir? Não! Mas abracei o desafio e dei o meu melhor. Admito que não foi fácil, tive de ganhar forças várias vezes, tive de aprender a erguer-me, acima de tudo, aprendi a aceitar. Foi uma altura de muito stress e talvez das piores para a minha ansiedade. Cada aula parecia um desafio, e muitas delas eu já nem tinha vontade para ir. 
Precisei de muito apoio e motivação. A minha família foi a chave para isso tudo. Tenho a agradecer ao meu irmão que se não fosse por ele não teria a força para continuar. Não desisti. Nunca. Dei sempre o meu melhor, e quando dei por mim, estavam a dizer-me que tinha carta de condução. Não acreditei. Passaram-se cerca de três semanas para eu realmente ter noção que tinha carta de condução.
Peguei no carro sozinha logo meia hora após fazer o exame de condução. E agora? Foi uma aventura porque a cada dia que eu saía com o carro sozinha era uma aventura, e ainda agora é. Tirar a carta foi das situações que necessitei de toda a coragem do mundo. Agora que já tenho carta parece que não custou nada. 
Para quem quer começar a tirar a carta digo-vos uma coisa: nunca desistam. Vai parecer que não foram feitos para aquilo, que talvez os transportes públicos nem sejam muito maus, mas nunca desistam. Continuem, mesmo sem energia nem motivação, continuem. Não deixem esta oportunidade para trás. Se tiverem medos falem com a vossa família. Qualquer dúvida não tenham medo a perguntar. Queiram aprender. Parece fácil falar, mas têm aqui o testemunho de uma pessoa que pensou em andar a pé para o resto da vida seria melhor que tirar a carta. Enganei-me. Manter o foco é a resposta para tudo.

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2 Comentários

  • Reply
    Angie
    Agosto 26, 2018 at 11:05

    O meu problema foi querer despachar tudo tão depressa que acabei por demorar ainda mais do que esperava! Gosto de conduzir, mas por vezes não tenho vontade nenhuma. Exige tanta concentração e esforço mental. Ainda tenho receio de meter-me em muitos lugares, mas com apenas alguns meses de carta considero normal, aos poucos vou ganhando coragem! Verdade, os transportes públicos se não fossem isto de greves e horários até seriam o melhor meio de transporte!

    Obrigada pela visita, beijinhos <3

  • Reply
    Por detrás das palavras
    Agosto 13, 2018 at 22:53

    Como me revi ao ler este teu post. Eu não fui logo tirar carta assim que fiz 18 anos. Odiei tirar carta de condução, odiei as aulas de condução e desesperava por ver aquilo arrumado. O exame de condução foi das piores coisas e sei que passei à tangente. Hoje em dia conduzo, mas não é das melhores coisas para fazer. Com carta há quase 9 anos e ainda não me aventuro para todo o lado, odeio confusão. Ainda hei-de, um dia, conseguir aventurar-me por locais mais complexos, mas preciso de ganhar mais confiança em mim e na minha condução. Mas subscrevo tudo o que aqui escreveste. Aliás eu gosto de andar de transportes públicos, não fossem os horários manhosos e seria perfeito.
    Obrigada por esta partilha.

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